
Álvaro Caldas ocupa seu espaço com pinturas, quadros tradicionalmente pintados, figuras humanas, cenas de cidades, paisagens e objetos. Um artista que cresce aos olhos do seu público, que se transforma dia-a-dia numa ascensão notada por quem acompanhaseu trabalho. A pintura é obra única, nunca alguém fará outra igual, as alternativas são a cópia, a versão ou a releitura. Portanto o pintor, mesmo que repinte muitas vezes o mesmo quadro, cada um será único.
O “múltiplo” é diferente, nele o que mais vale é a criação da imagem, embora o meio de multiplica ção na maioria dos casos exija um apuro técnico um cuidado que só o artista ao lado do impressor pode atingir. Os “múltiplos” mais comuns são as
gravuras, as estampas e as fotografias. Sua raridade lhe empresta qua-lidade, por isso é quanto menor a tiragem (quantidade), maior seu valor.
Nesta exposição temos dois artistas do múltiplo que trabalham em perspectivas diferentes: Bruno Monteiro e Dyógenes Chaves.
Bruno, artista contemporâneo multimidiático nos mostra fragmentos de uma série motivada pelos códigos de barra, onde ele coloca naipes de baralho e barras verticais como que num jogo entre o novo e o arcaico.
Trata-se de um jogo de infinitas possibilidades. Seu trabalho é digitado, impresso em adesivo e montado em lâmina plástica. O jogo se completa na variação possíveis da tiragem e das dimensões.
Dyógenes Chaves, artista de João Pessoa, mestre da impressão serigráfica, editor de muitos artistas, também crítico e curador de arte, apresenta monoimpressões, isto é, ele prepara suas matrizes, mas, ao imprimi-las, ele as modifica de cópia
em cópia, de forma que cada exemplar é “único” também. Porém ele faz isto porque o núcleo de seu trabalho é a serigrafia, ele se expressa através da serigrafia, joga com ela, com os registros, com a mudança de cores, com a composição de várias matrizes (telas) e com a variedade de suportes.



